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Prémio Ensino Professor Francisco Pulido Valente 2017

O Prémio Pulido Valente Ensino 2017 foi atribuído a Miguel João Ribeiro Matias, aluno do Mestrado Integrado de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, que, no ano lectivo 2015/2016, obteve a classificação mais elevada (19 valores) no módulo V-II Medicina Interna.


A cerimónia de entrega do prémio terá lugar em sessão solene no dia 4 de Maio, pelas 12 horas, na Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (Hospital de Santa Maria).


Esta sessão contará com a presença da Professora Maria Pereira que proferirá uma conferência subordinada ao tema «Nature-Inspired Biomaterials for Tissue Repair in Cardiovascular Applications: A Translational Story».


Fundação Monjardino e Bayer Portugal: co-patrocinadores da edição 2017 do Prémio Ensino Professor Francisco Pulido Valente.

 

A Universidade-empresa

A Universidade-empresa chegou.

Consequência inevitável das doutrinas económicas liberais vindas dos Estados Unidos nos anos 90, e apesar da falência dramática recente deste modelo económico e financeiro, a concepção empresarial das instituições de ensino superior não deixa de ganhar terreno. À definição da Universidade como instituição de busca e transmissão de saber contrapõe-se uma outra que essencialmente a vê como uma instituição que acima de tudo pretende reduzir custos por parte do Estado e maximizar financiamentos externos no desempenho de uma tarefa, o ensino, que deixou de ser prioritária para ser insatisfatoriamente cumprida.

Na própria investigação universitária e com a justificação de que esta deve ser relevante para o desenvolvimento económico do País, é imposta uma visão reducionista, provinda da indústria, quer dos temas a incentivar quer no que diz respeito à expectativa de resultados, exigidos a curto ou médio prazo. Como resultado, muitas áreas de investigação são preteridas a favor de outras de maior sucesso comercial potencial e abandonados projectos fundamentais em áreas do conhecimento que envolvem risco ou não garantem resultados a prazo.

Neste contexto, e dadas as áreas de intervenção da FPFPV, pareceu-nos importante dar a conhecimento a notícia que se segue por entendermos que a crise não é apenas da Universidade  no Reino Unido, mas também da Universidade em geral.

A universidade-empresa


 

 

Prémio Ciência Professor Francisco Pulido Valente 2017

Por decisão do Júri, o Prémio Pulido Valente Ciência 2017 será atribuído a Ana Filipa Barata Duarte Guedes, investigadora do Instituto de Medicina Molecular e primeira autora do artigo «Atomic Force Microscopy as a tool to evaluate the risk of cardiovascular disease in patients», publicado em 2016 na Nature Nanotechnology 11, 687-692 (2016).

O Júri foi composto pelo seguintes elementos: Professor Detlev Ganten (Charité – Universitatsmedizin, Berlin); Professora Carmo Fonseca (Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa);Professor Manuel Antunes (Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra); Professor Miguel Carneiro Moura (Professor Emérito, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, em representação da Fundação Francisco Pulido Valente); Professor Fausto Pinto (Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, em representação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia)

 

«Estado Novo e Universidade: a perseguição aos professores»

Foi recentemente dado à estampa pela editora Tinta da China o livro «Estado Novo e Universidade: a perseguição aos professores» da autoria de Fernando Rosas e Cristina Sizifredo.

Esta publicação tem por base a brochura elaborada pelos mesmos autores e editada pela comissão organizadora das sessões públicas de homenagem aos docentes e investigadores universitários demitidos por razões políticas das suas funções durante o Estado Novo. Estas sessões realizaram-se em Novembro e Dezembro do ano passado, nas Universidades de Lisboa, Porto e Coimbra, por iniciativa de Fundação Pulido Valente, da Fundação Mário Soares, do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e do movimento cívico «Não apaguem a memória».

 

Professor Mário Ruivo

Foi com profunda tristeza que a Fundação Professor Francisco Pulido Valente recebeu a notícia da morte do Professor Mário Ruivo, membro do seu Conselho Consultivo, cientista eminente, pioneiro na defesa dos oceanos e no lançamento das temáticas ambientais em Portugal.


Formado em Biologia e especializado em oceanografia biológica e recursos marinhos na Universidade de Sorbonne, foi membro e coordenador da Comissão Mundial Independente para os oceanos, presidente do comité português para a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO e representante de Portugal no Conselho Executivo da COI. No período de 1980 a 1988, foi secretário da COI em Paris. Trabalhou também na Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura - FAO, tendo sido por mais de 10 anos director da divisão de Recursos Aquáticos e Ambiente do departamento de Pescas. Presidiu a comissão oceanográfica intersectorial do Ministério da Ciência e Tecnologia de Portugal, à Federação Portuguesa das Associações e Sociedades Científicas e ao Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Foi conselheiro científico da Expo 98, cujo tema foi "Os Oceanos - um Património para o Futuro", membro do “Board of Trustees do International Ocean Institute” e vice-presidente da Associação Europeia da Ciência e Tecnologia do Mar.
Destacado resistente antifascista, exerceu inúmeros cargos e funções relevantes no governo português após o 25 de Abril, tendo sido Secretário de Estado das Pescas e Ministro dos Negócios Estrangeiros no período 1974/1975.


Neste momento de pesar, a Fundação Professor Francisco Pulido Valente expressa o seu profundo reconhecimento pela forma empenhada como o Professor Mário Ruivo sempre exerceu as suas funções enquanto membro do seu Conselho Consultivo e dirige à sua família as mais sentidas condolências.

 

Professor João Lobo Antumes

A Fundação Professor Francisco Pulido Valente manifesta o seu pesar pela morte do Professor João Lobo Antunes, neurocirgião ilustre, académico e homem de cultura.
Grande impulsionador da investigação biomédica em Portugal foi um fundador e depois um entusiástico e determinado director do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina de Lisboa, hoje internacionalmente reconhecido pela qualidade da sua investigação e nacionalmente ainda pela contribuição que trouxe à formação científica dos estudantes de Medicina e jovens médicos.
A Fundação Professor Francisco Pulido Valente deseja ainda registar o seu reconhecimento  pela constante  disponibilidade e empenho que João Lobo Antunes sempre demonstrou em participar durante vários anos no júri do Prémio Pulido Valente Ciência como representante da FCT.

 

 

Livro(s)

 

«A angústia da influência - Política, Cultura e Ciência nas relações da Alemanha com a Europa do Sul, 1933-1945»

Excerto do artigo da Dr.ª Cláudia Ninhos publicado no livro acima referido, onde se refere a admiração do nosso patrono pela Medicina Alemã e o facto de três dos seus discípulos terem estagiado neste país no início dos anos 20 do século passado.

 

Reedição do livro  «IN MEMORIAM»:

Já se encontra disponível a reedição do livro «In Memoriam», livro que recorda a vida, as amizades e os interesses do patrono desta Fundação.

Para obter o seu exemplar, envie-nos o seu pedido para o e-mail:

fundacaopulidovalente@gmail.com

ou directamente para a morada,

Fundação Professor Francisco Pulido Valente
Avenida das Tulipas lote 10 - 2.º Esq.
Miraflores, 1495-159 Algés.

Preço do exemplar: 17,20 € + portes de envio (2,30€ - Portugal Continental).